sexta-feira, 22 de maio de 2026

ESTOU CAINDO... DECAINDO... INDO... DE...


Quando a gente para e pensa que nossas ações já não estão acompanhando o nosso raciocínio como antes, percebemos que a velhice chega pra todos nós. 

As mãos já estão sulcadas pela marca do sol e da poeira, o rosto com cicatrizes, ou melhor, rugas e machas deixadas pela luz... o que estou fazendo com meus quilogramas? estou acima do peso e não sei como perder. Vem aquela voz e diz, ¨fecha essa boca, gulosa¨... 

E assim sigo sendo impar na sociedade, cuidando de minha filha, custando acreditar que um dia exista alguém legal pra sentar numa sombra e partilhar saberes, afinal aqui é apenas uma passagem, o final nunca acontecerá.

 Tudo fica disperso, tudo se torna verso do avesso no contexto de agora ou de eternamente...

Eu já não sei o que é real, se meu sono é o verdadeiro paraíso, que estou de passagem, com a minha pequena bagagem de bobeiras e sonhos tolos. 

Gosto de escrever bobeiras e nada que rime, gosto de escrever coisas sem pé nem cabeça, começar com algo sobre velhice, correr pros braços de um certo alguém que gostaria que me amasse, acabar na loucura de quem nunca existiu aqui alguém que compreendesse a minha insanidade ...

Amo a reticências... ela me da sempre esperança... de continuar... pontos finais não são meus favoritos.

deixa eu parar, pois a idosa aqui precisa buscar a filha na escola. me sinto com 72 anos. FUI...